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Bolsas de Estudo na China – confira por onde começar!

Desde que escrevi artigos sobre aprender mandarim e graduação na China, tenho recebido muitos e-mails de pessoas interessadas em saber como fazer para vir para cá estudar.

A China tem dado bastante incentivo e facilitado a vinda de estrangeiros para ocupar os bancos das suas universidades.

Se você quer vir por conta própria, todo o processo é relativamente simples, em especial para as universidades que possuem cursos de bacharelado em inglês e as que ensinam o mandarim.

Mas e a questão de bolsas?

Navegando pela net esses dias, encontrei esse website que dá as opções de bolsas de estudo na China concedidas pelo governo chinês, com o intuito de promover o relacionamento acadêmico com outros países, entender as diversas culturas e a troca de experiências que um intercâmbio pode dar para ambas as partes.

Sim, porque não só os alunos aprendem num curso internacional. Os professores, a própria equipe da universidade, que precisa estar aberta para receber novas culturas e hábitos. Na minha opinião, é uma estrada de duas mãos, e todos saem ganhando.

E as bolsas que estão sendo oferecidas pelo governo chinês não contemplam somente estudantes: os professores e acadêmicos também são bem vindos. Há vagas para mestrado e doutorado também. Na realidade, dentro do processo de abertura da China, a educação é algo que sempre foi levado muito a sério e agora estão no momento de abrir suas portas e trocar essas experiências com o mundo.

foto de uso livre - pixabay.com

foto de uso livre – pixabay.com

As bolsas das quais estou falando aqui, são administradas pelo China Scholarship Council (CSC), que foi encarregado para isso pelo Ministério da Educação da República Popular da China. São 279 universidades chinesas fazendo parte do programa e oferecendo um amplo leque de programas acadêmicos em Ciência, Engenharia, Agricultura, Medicina, Economia, Estudos Jurídicos, Gestão, Educação, História, Literatura, Filosofia e Artes Plásticas para bolsistas em todos os níveis.

Dentre os 7 programas oferecidos, 4 se encaixam perfeitamente aos estudantes brasileiros:

  1. Programa Bilateral – bolsas de estudo totais ou parciais de acordo com o intercâmbio educacional ou do consenso entre o governo chinês e os governos de outros países, instituições, universidades ou organizações internacionais. Ele suporta estudantes de graduação, pós-graduandos, acadêmicos gerais e estudiosos seniores.
  2. Programa Universidade Chinesa –  Oferece bolsa de estudos integral para universidades chinesas designadas. Ele suporta apenas estudantes de graduação
  3. Programa Grande Muralha –  Esta é uma bolsa de estudos integral para a Educação das Nações Unidas, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que  patrocina estudantes e acadêmicos em países em desenvolvimento para estudo e pesquisa na China. Os candidatos podem aplicar através das Comissões Nacionais da UNESCO em seus países de origem.
  4. Programa OMM – Esta é uma bolsa parcial (incluindo uma isenção de taxa de matrícula, alojamento gratuito no campus e abrangente seguro médico) para a Organização Meteorológica Mundial (OMM) que patrocina estudantes internacionais para estudar e realizar pesquisas em meteorologia, hidrologia e de recursos hídricos, supervisão e gestão na China. Ele suporta apenas graduandos e graduados.

Pode até ser que brasileiros com cidadania europeia, se encaixem em algum outro programa (existe um específico para a União Européia), mas não tenho certeza.

E na realidade esse post é somente um ‘alerta’ para as possibilidades que estão se abrindo nas universidades chinesas.

As informações completas dos requisitos, tempo de duração e valores das bolsas, podem ser conferidas no website da China Government Scholarship.

Alguns lembretes

– Não esqueçam que o ano acadêmico aqui começa em final de agosto/inicio de setembro. Então agora é a hora de iniciar qualquer processo para o próximo ano letivo chinês.

– Geralmente visto de estudante não dá direito do portador trabalhar, ainda mais esse que é com bolsa do governo. Então ponderem bem os custos dessa opção.

– Veja bem a região da universidade escolhida. A China é um país de contrastes. Existem regiões onde as temperaturas podem chegar a -20 ou -30°C no inverno. O acesso a produtos e serviços para estrangeiros também pode ser bem restrito nessas regiões.

– E, um conselho, se quer vir aprender mandarim, escolha a cidade mais distante de Shanghai e Beijing que puder. Isso vai facilitar muito o seu aprendizado, pois ou vai falar ou vai falar, sem mais.-

– Sei que o Instituto Confúcio também concede bolsas, mas somente para estudar mandarim.

E aí? Se animou?

Ahhh mais uma coisa:

Como postei no facebook e Instagram, acabei esquecendo de colocar aqui – então quem não viu, corre abrir a revista Claudia de janeiro que tem um depoimento meu por lá. A matéria é super interessante, com a história de 5 brasileiras que estão vivendo fora do Brasil.

Essa é a capa da revista:

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Zài Jián!

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8 pensamentos sobre “Bolsas de Estudo na China – confira por onde começar!

  1. gostaria de saber qual e a possibilidade de um jovem como eu sem possibilidades financeiras com um sonho por alcançar pode fazer para obter uma bolsa de estudos para china…..

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    • Olá Giva,
      No post tem um link que leva a um website do governo chinês onde eles oferecem bolsas de estudo. Acho que o primeiro passo é se inscrever. Para estudar aqui precisa falar inglês, mesmo que seja para aprender mandarim.
      Abraço.

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  2. Oi, Christine…Faz pouco tempo que visito seu blog. Eu te achei, primeiramente, através de uma pesquisa sobre um mito chinês…e dps voltei pq tenho muitas curiosidades de conhecer esse país, o mais intrigante entre os países asiáticos (na minha opinião).

    Mal sabia eu que me interessaria por fazer uma graduação na China e que encontraria esse conteúdo no seu blog! Eu estou a semanas pesquisando sobre bolsas oferecidas neste ano de 2016/17 para estudo de graduação na China, mas tudo que encontro é sites apenas em inglês, sendo que as informações de brasileiros em relação ao ensino superior na China é normalmente sobre mestrado…e em inglês!

    Ok, mesmo que a graduação fosse em inglês ainda seria benéfico, pois estaria imersa na cultura chinesa e aprenderia Mandarim….mas se eu tivesse a oportunidade de aprender Mandarim e ainda cursar graduação em Mandarim, seria uma experiência e tanto (e bem difícil, eu imagino hahaha)

    Você sabe algo sobre o ” 1° ano de formação” proposto por algumas universidades chinesas? eu ouvi falar que eles fazem esse primeiro ano só para quem não sabe nada de Mandarim…para só depois ser possível aplicar para o curso (isso é nos casos dos cursos ministrados em Mandarim, apenas).

    Se você tiver mais alguma informação, adoraria saber!

    agradeço muuuito o post!

    Beijos

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    • OI Andressa,
      Obrigada pela visita! =]
      Bom, fazer uma graduação em mandarim, se você não sabe nada dessa língua é bem complicado. Diria, quase impossível. O que ocorre com frequência é vc cursar uma graduação em universidade chinesa, com as aulas ministradas em inglês. Nesse caso o mandarim é matéria mandatória – tanto oral, como leitura e escrita. Meu filho está fazendo isso, e ele fala e escreve em mandarim, mas não tem como fazer todo o curso nesse idioma.
      Outra possibilidade, se você quiser mesmo fazer a graduação em mandarim, é vir para cá como estudante de mandarim, fazer o curso que as universidades oferecem, que leva 2 anos (na realidade é o mesmo curso que meu filho faz na graduação, mas esse é só voltado para aprender o idioma, sem as matérias em inglês. e depois tentar aplicar para uma graduação em mandarim.
      Uma outra coisa, se você quer mesmo ficar fluente e vivenciar a cultura local, não venha para Shanghai , Beijing e nem Shengzhen. São cidades internacionalizadas demais, com muitos estrangeiros e o seu contato com a lingua será menor.
      Bom, essa é minha opinião baseada na minha experiência.
      Um ano de mandarim, acho que não é suficiente para tentar a graduação nesse idioma. Mas vai que você adora um desafio, daqueles quase impossíveis??? hehehe
      De todo o jeito a ideia de fazer um ou dois anos de mandarim, não será um atraso na sua graduação, mesmo que volte para fazê-la no Brasil. Muito pelo contrário: os ganhos em experiência, conhecimento in lloco e aprender um idioma desse com locais, não tem preço. Acho que vale à pena!
      Abraço e sucesso!

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  3. oi!
    bom dia!
    vc sempre com um belo trabalho de informação e prestação de serviço!
    nada como ter bagagem para isso! achei interessante, a possibilidade
    de imprimir os seus livros por ai…….com preço baixo………rsrsrsrsrsrsrsrsr
    beijo grande para vc e familia!

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