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Mais algumas considerações sobre a língua

Algumas considerações que não couberam no post anterior:

A utilização oficial do pinyin é relativamente nova por aqui (a partir de 1982). Foi uma maneira de adaptar a escrita para facilitar o aprendizado e entendimento dos ocidentais e ao uso do computador (eles digitam as letras e na tela vão aparecendo os caracteres, geralmente cada sílaba do pinyin gera um caractere):

Ni hao – 你 好.

DSC02804

Esta foto foi tirada pela Liliane, e resolvi colocar aqui para ilustrar como seria nossa vida sem o pinyin! 🙂

Apesar de continuar sendo muito complicado, pelo menos os acentos nos ajudam a diferenciar os sons e tentar ler as palavras. Porque, cá entre nós, decorar aproximadamente 15000 “desenhinhos” diferentes e saber como falar e dar a entonação correta a cada um, não é tarefa muito fácil. Mas não se iluda achando que os sons das letras são os mesmos. Houve a romanização da grafia, mas dentro dos padrões fonéticos entendidos por eles.

A outra coisa que é que existem poucas pessoas com mais de 25/30 anos que sabem ler o pinyin. No começo, tive o maior trabalho de escrever, com a ajuda de um dicionário, as frases em pinyin para tentar me comunicar com minha empregada (Ayi), porque naquela época não tinha ainda noção dos sons, e ela olhou para mim com uma interrogação maior que seu rosto. Foi aí que fiz uma amizade estreita com o Google Translator! Escrevo em inglês ou português e ele passa para o Mandarin. Desse jeito ela lê e parece me entender. Agora, entender a resposta dela já é um pouco mais complicado, pois ela não consegue escrever em pinyin para o Google me ajudar. E depois de muito erro e acerto, percebi que não posso escrever frases com mais de 3 ou 4 palavras. O Google também tem suas limitações com o Mandarin!

Como vocês podem estar deduzindo, geralmente faço um monólogo escrito em partes e ela responde “shì” (sim) ou “Bù shì” (não). Claro que hoje entendo um pouco mais as suas respostas e até me arrisco a falar alguma coisa simples. Mas quase sempre recorro ao Google, afinal amigo é para essas coisas!

A outra opção é chamar a moça que trabalha no escritório do condomínio e ela faz a tradução simultânea. Agora imagine você estar morrendo de raiva que a Ayi deixou de fazer alguma coisa que pediu e ter que dar bronca com tradutor-intérprete. Chique no último!

Olha, é bem o que já escrevi num dos posts: depois que passa a gente ri! Estou escrevendo e lembrando as coisas que já vivi com minha Ayi nesses 2 anos, principalmente no começo. Só rindo mesmo…

Até o próximo!

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3 pensamentos sobre “Mais algumas considerações sobre a língua

  1. ….lembro dessa ostagem e, lembrei do lance de vc colocar etiquetas com os nomes os objetos e utensílios!
    voce não fez qualquer cisa assim?
    …………………………beijão para vc e familia!

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