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Livros sobre a China.

Livro é uma coisa muito pessoal, tem gente que ama romance, tem outros que amam biografias. Tem os que gostam de coisas leves, e os que preferem livros densos e cheios de reflexões, histórias cruzadas, fatos reais. Há também os que não gostam. =]

Bom, eu amo ler e quando tenho a síndrome da leitura leio até bula de remédio, se não tiver outra opção. Se bem que hoje com a internet é quase impossível não encontrar um bom livro; tudo bem que não com o mesmo charme do exemplar na mão, esparramada num sofá, mas é possível ler na tela do computador ou ainda num tablet. Como tudo aqui, a minha relação com a leitura na China ficou super intensa, a ponto de ler 6, até 7 livros num mês. Li de tudo um pouco, do drama à comédia. De histórias reais até a mais maluca ficção. Mas o que realmente ocupou o topo da minha lista de leitura nos últimos 5 anos foram livros sobre a China.

Hoje sei que o numero de títulos à disposição no mercado é imenso, mas não era assim em 2004. Para ter uma ideia, só consegui comprar um guia de viagem bem elaborado em 2007. E eu procurei, porque a China para mim naquela época era uma ilustre desconhecida, onde eu só sabia que ficava do outro lado do mundo, que teve o episódio da Praça da Paz Celestial em 1986 (e nem sabia ao certo a data) por conta da transição que o país estava passando depois de sair de um período político extremamente radical. Ah, também tinha o Confúcio e a filosofia de vida Zen (que hoje sei que de zen não tem nada), e que quando a gente não aguentava mais alguém dizíamos: ‘vou te mandar para a China’ (pode ser que vocês ainda usem esse jargão, mas para mim ficou meio sem sentido…rs).

Cheguei à conclusão que tive muito pouca base de história e geografia na escola, me senti perdida no mundo, literalmente. E os livros (alguns bons artigos também) me ajudaram nessa descoberta do mundo e, em especial, da China. Por isso resolvi falar um pouco dos livros que li. Não de uma vez, mas de vez em quando vou postar sobre um ou dois que acho que realmente vale à pena se você quer entender a história e a cultura chinesa. E quando falo cultura, não estou falando somente dos rituais, dos templos, religião, dança e teatro. Estou falando dos hábitos, costumes do dia a dia, educação e, principalmente, daquelas coisas que causam tantas polêmicas no mundo ocidental. Como já disse muitas vezes, não concordo com um monte de coisas, costumes e jeito de ser da vida do chinês, mas hoje consigo respeitar e entender. Consigo me colocar do outro lado e questionar meu próprio ponto de vista. De ser menos parcial, de imaginar uma balança de dois pratos e ir colocando um peso de cada lado, ponderar. E isso, só consegui através da leitura e do entendimento de como se desenrolou a história desse povo.

SUIimages

Aí, na hora de fazer cara feia para aquele prato cheio de bichinhos, penso que como posso julgar e condenar, chamar de loucos, de estranhos quem comeu casca de arvore para sobreviver, porque nem os insetos eram encontrados mais no arredor das casas. E isso faz a diferença. Sim, eu continuo fazendo a careta nojenta para o prato que vejo na minha frente, e peço à Deus que me poupe de um dia ter que comer um negócio desses. Mas hoje sei por que comem e respeito esse hábito. E tem centenas de outros, muito mais polêmicos, mas que têm outro sentido quando se conhece a história.

Só que nessa introdução pelos meandros da literatura (que eu conheço) que fala da China, já me estendi demais. Então proponho que, para começar, vocês deem uma olhadinha num post antigo onde citei o Livro ‘LAOWAI’ da Sônia Bridi. É leve, divertido, conta a vida na China como ela é. E apesar de já fazer quase 10 anos, alguns trechos eu me vi, passando por situação semelhante. No final do livro chorei, talvez por ter me identificado, por estar numa situação quase que igual (apesar de Shanghai ser mais internacional que Beijing). Acho quase impossível alguém que esteja ou já tenha morado aqui, mesmo que por 6 meses, não sinta um aperto no peito nas situações difíceis, sorria ao se lembrar de algo parecido e no final não dê um suspiro (meio entre o alivio e o desespero…) e pense: ‘ainda bem que não estou sozinho nessa aventura’. No próximo post sobre esse assunto, já começo pelo livro, sem delongas filosóficas… =]

Para facilitar a vida do meu leitor, uma resenha que está na pagina do livro LAOWAI no FaceBook: ‘Misto de reportagem e diário de viagem, Laowai narra a permanência do casal Sônia Bridi e Paulo Zero na China entre 2005 e 2006. Sem falar o idioma e com um filho de apenas três anos, encararam o desafio de montar a primeira base da TV Globo no Oriente. Sônia conta como foi viver dois anos num país literalmente do outro lado do planeta, com costumes completamente diferentes dos vivenciados até então – apesar de ambos serem cidadãos do mundo, os dois experientes jornalistas sofreram um grande choque cultural. A partir dos acontecimentos do cotidiano como alugar apartamento, liberar equipamentos na aduana, fazer exame para obter carteira de motorista, encontrar escola para o filho, descobrir onde comprar roupas para o seu tamanho ou abrir conta em banco, Sônia vai construindo um retrato da sociedade chinesa, em todos os seus aspectos, sob o ponto de vista de uma laowai, com olhar perspicaz de repórter e viajante experiente e uma perspectiva feminina que dá ao relato um sabor especialíssimo.’

Zái Jiàn!

“Eu não procuro conhecer as perguntas; procuro conhecer as respostas.”

 Confúcio

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