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Filipinas – da China para outros lugares na Ásia.

Como escrevi essa semana vou começar a contar um pouco das nossas aventuras pela Ásia. Aqui é tudo tão perto que um vôo de 3 horas nos leva ao Japão, Coreia, Hong Kong. Com 4 a 5 horas voando chegamos na Tailândia, Filipinas, Vietnã… Assim, mais fácil que ir de Blumenau a Belém do Pará, dentro do nosso próprio país.

Só que muitas vezes, por ser tudo tão perto e relativamente simples, vamos deixando para algum dia, algum feriado, no ano que vem. No começo desse ano, tive que fazer uma cirurgia meio complicada e algumas insatisfações com situações da vida real, nos fizeram parar e repensar muitas coisas. E uma delas foi que estávamos há 10 anos na China e se tivéssemos que ir embora de repente,  não conhecíamos nada além do roteiro turístico básico: Beijing, Hong Kong e Shanghai.

Aí me perguntei: se não fui visitar esses paraísos e sonhos de consumo de todo viajante, morando ao lado deles, quando voltar ao Brasil é que não vou vir mesmo. Então vamos tirar o atraso, e colocar em dia nossa agenda. Afinal a vida passa muito rápido e quando a gente percebe já foi um ano, uma década e nada fizemos.

E com a expectativa de iniciar nossa experiência asiática além das fronteiras de ‘Mailand China’ fomos para as Filipinas!


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Mas Filipinas tem um monte de paraísos terrenos, praias lindas, areia branca, mar transparente. Cebu, El Nido, Boracay e tantas outras belezas naturais que vocês podem conferir no blog da Tati Sato, que vive lá: O Trotamundos by Tati Sato.

Mas escolhemos Boracay. Tipo o destino para o qual todos vão, mas como não conhecíamos nada e ainda com a indicação de um casal amigo que estaria na ilha na mesma época, lá fomos nós.

Só para esclarecer: quando disse que em 4 horas estaríamos nas Filipinas, me referi a Manila, a capital. Para chegar em Boracay a coisa vai um pouco mais além, já que a praia paradisíaca é uma das centenas de ilhas que formam o país, bem pequena por sinal.

Saímos de um voo direto de Shanghai para Manila. Como chegamos tarde, dormimos na cidade e no dia seguinte pegamos um voo para Kalibo, um aeroporto que recebe aviões de médio porte. Dali, viajamos de ônibus fretado, cerca de uma hora e meia, até chegarmos em Caticlan, que é o ‘porto’ que nos leva a tão sonhada Boracay. Nesse porto atravessamos de barco, cerca de 20 minutos.

Já na ilha os hotéis disponibilizam vans (ou pode-se contratar uma de agências locais) para nos levar ao destino final. Ufa… finalmente chegamos e para nosso deleite valeu à pena cada minuto dessa peregrinação.

Mas tinha a volta, né? Se você vai, tem que voltar… O passeio de ônibus foi bem interessante, pois passamos por alguns vilarejos e pudemos presenciar cenas da vida local, apreciar a paisagem e as peculiaridades do lugar.

Só que não queríamos fazer novamente, então escolhemos voltar por Caticlan, o porto, que também tem um mini aeroporto, com voos para Manila. Somente aviões pequenos podem pousar ali. Tem uma história de uma casal de conhecidos que foram para Boracay por esse aeroporto, partindo de Manila. Quando foram chamados para embarcar viram um ônibus na pista, e o marido perguntou: mas vamos de ônibus? – Claro que não. O avião está atrás do ônibus… assim vocês podem ter uma idéia clara de como é a aventura.

Mas quando decidimos fazer algo na vida, podemos escolher com emoção ou sem emoção, certo? Ahhh… já tínhamos chegado a Boracay quase sem emoção (depois explico porque ‘quase’)… Então saímos de lá relaxados e com uma bela emoção pela frente! ‘It’s all’!

Um pouco da história

A República das Filipinas, é um país insular soberano no sudeste asiático situado no Oceano Pacífico ocidental. É composto por 7.107 ilhas que são categorizados amplamente em três principais divisões geográficas: Luzon, Visayas e Mindanao. Sua capital é Manila, enquanto a sua cidade mais populosa é Quezon City; ambos fazem parte de Metro Manila.

As Filipinas faz fronteira com Taiwan; Vietnã (oeste através do Mar do Sul da China); sudoeste é a ilha de Bornéu em todo o Mar Sulu, e ao sul do Mar das Celebes o difere de outras ilhas da Indonésia; enquanto a leste é banhada pelo Mar das Filipinas e da ilha-nação de Palau. A sua localização sobre o Anel de Fogo do Pacífico e perto do equador faz as Filipinas propensa a terremotos e tufões, mas em contra partida possui recursos naturais abundantes e alguns de maior biodiversidade do mundo.

Com uma população de cerca de 100 milhões de pessoas , as Filipinas são o sétimo mais populoso país da Ásia e o 12 º no mundo. Várias etnias e culturas se encontram em todo o arquipélago. Em tempos pré-históricos, Negritos foram alguns dos primeiros habitantes do arquipélago. Vários países foram estabelecidas no âmbito do Estado de Datus, Rajás, Sultans ou Lakans. O comércio com a China, malaios, indianos e estados islâmicos também ocorreu.

A chegada de Fernão de Magalhães em 1521 marcou o início da colonização espanhola. As Filipinas se tornou parte do império espanhol por mais de 300 anos. Isso resultou na religião predominante no país: o catolicismo romano.

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No início do século 19 inicio-se a Revolução Filipina, que gerou a Primeira República Filipina, e a Guerra Filipino-Americana. Além do período de ocupação japonesa, os Estados Unidos manteve a soberania sobre as ilhas. Após a Segunda Guerra Mundial, as Filipinas foi reconhecida como uma nação independente. Desde então, as Filipinas já teve experiências, muitas vezes tumultuadas, com a democracia, que inclui uma revolução popular para derrubar a ditadura. Pelo tamanho da população do país e potencial econômico a levaram a ser classificado como uma potência média. É um membro fundador da Organização das Nações Unidas – ONU. 

Primeira parada – Manila

manila2

Bom, pouco posso falar dessa cidade, já que chegamos as 9 da noite e saímos as 7 da manhã. Juntando essa minha pequena experiência junto com o que havia lido no blog da Tati, pude concluir que se existe o caos, ele está concentrado nesse lugar do planeta. Meu Deus! Se eu achava o trânsito confuso na China, lá é algo que não posso descrever. Os ônibus não são bem ônibus, são os famosos Jeepney, inclusive eles tem um status de atração turística. Andar num deles realmente é uma verdadeira emoção. Eles também têm a função de táxi. Ficam assim no ‘limbo’, no meio termo, pois no final há ônibus e taxis de verdade.

Filipino-jeepney

O aeroporto é ok. Comparado com nossos brasileiros está no padrão.

Segunda parada – Kalibo

Saímos do desembarque em Kalibo e já havia a empresa de ônibus turístico nos esperando. Não era um, mas tinham muitos ônibus como os nossos ali. Dá até para ponderar se era um aeroporto ou uma rodoviária.

A viagem foi tranquila e, como já escrevi, interessante. Vimos as plantações de arroz e os agricultores colhendo os grãos e espalhando na beira da estrada para secar. As centenas de ‘tuc-tucs’ disputando o espaço com os carros e ônibus nas estradas vicinais, quase sem acostamento (até porque os que existiam estavam ocupados com arroz secando).

A maior curiosidade dessa viagem foi o número de casas funerárias que vimos pelo caminho. Não sei explicar se o índice de violência é muito grande ou a população é muito velha… desculpem minha ironia, mas realmente a coisa chama atenção!

banga

Não sei como, nem porque, perdi todas as fotos dessa fase da viagem. Estou super frustrada! As que estão ilustrando o post peguei na net. =[

Infelizmente se vê muita pobreza e condições precárias de vida.

Terceira parada – Caticlan

Ali foi relativamente tranquilo. Já com os tickets na mão, passamos pelo embarque, mas tivemos que parar para pagar o imposto local, que só é recebido em cash e nenhuma agência pode cobrar com antecedência (os tickets e transfers eu havia comprado bem antes).

5

O barco parecia seguro e nossas malas foram jogadas colocadas na proa do mesmo. Ao menos existia salva vidas e era dia. Desembarcamos em Boracay depois de 20 minutos.

Chegamos ao paraíso…

Mas isso conto no próximo capítulo, porque esse texto já está enorme.

Aguardem!

Zài Jiàn!

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5 pensamentos sobre “Filipinas – da China para outros lugares na Ásia.

  1. Pingback: China para Filipinas – Enfim o paraíso – Boracay. |

  2. oi! bom dia por aqui! realmente pena que vc perdeu as fotos, mas acredito que tenha sido realmente um passeio fantástico!
    correta a decisão de conhecer todo o oriente, aproveitar oportunidade de poder faze-lo!
    …..estarei aguardando os novos posts sobre essas aventuras!….viu que delicia dois brasileiros atletas por ai a ganhar premios!!!!!!!!!!! e o futebol, com Brasil vencendo Argentina em plena China é demais!
    ………beijo grande para vc e familia!

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