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Hong Kong com outro olhar…

Olá pessoal. Essa semana estive fora. Fui para Hong Kong levar meu filho, que fará universidade lá. Na realidade ‘levar meu filho’ é pegar pesado, porque ele vai sozinho e muito bem. Mas mãe tem dessas coisas. =]

Só que queria abrir conta em banco, ver se teria que adaptar algo para ele, e ver com os próprios olhos onde era essa tal universidade…

Bom, por conta disso, me hospedei em Koloow, que poderíamos dizer que é a parte ‘vida real’ ou ‘menos glamourosa’ de Hong Kong. O que vemos nos filmes, fotos e onde estão os mais badalados pontos de turismo e gastronômicos da cidade estão na ilha. Mais ou menos como New York que tem a ilha de Manhatam como seu cartão postal.

E nessa Hong Kong você percebe que está na China. Quase não se vê estrangeiros, são muito poucos mesmo, mas ninguém te olha com cara de ET, nem pede para tirar foto. Parece aquela bagunça que estamos acostumados, mil letreiros, placas e plaquinhas, carros aos montes, gente aos montes, mas depois do primeiro impacto, você começa se dar conta que há alguma coisa estranha nessa China.

hkSlide1Tem muitos carros, mas eles param antes das faixas de pedestres. O semáforo pode ficar verde piscando, que enquanto tiver uma pessoa com o pé na faixa nenhum carro se move um milímetro. Não essa regra maluca de se parar a direita para virar à esquerda, e muito menos aquela que para a direita você sempre pode virar, independente de semáforo verde, vermelho ou de pedestre. Não tem scooter nem bicicletas aparecendo de todos os lados. Gente, nem nas calçadas!!! Para atravessar a rua, sua única preocupação é ver se não vem carro no sentido correto, mais nada! Olha que luxo! Apesar que eu apanhei um pouco, porque a mão é inglesa, então o sentido é oposto. Só uma questão de lateralidade.

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Existem as lojinhas de comida esquisita, com cheiro esquisito? Sim existem, mas todas são tão organizadas, limpas e com as mercadorias tão bem expostas, que até passa despercebida (o cheiro é ruim mesmo, admito…). Existem os varais pelos prédios? Sim existem, mas parece até que as roupas são mais limpas, mais organizadas e não vi nenhum deles no meio da rua, nem na porta da loja do cidadão. Existem as chinesinhas de gosto duvidoso? Sim, mas mesmo assim, muito menos duvidoso do que estamos acostumados. Os andaimes de bambu, as lojas de chá em cada esquina e as lojinhas de coisas chinesas também.

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E eles falam chinês? Sim, nessa parte de Hong Kong as raízes culturais são muito mais arraigadas e você encontra um numero bem grande de pessoas que não falam inglês, ou falam um inglês muito básico. Mas você também não é olhada com desdém porque fala inglês. Muito pelo contrário, eles se desculpam quando não falam direito. Ah, e na realidade eles não falam o mandarim. A língua oficial de Hong Kong é o cantonês.

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E a educação? Meu Deus! Não vi um, mas nenhum mesmo… ninguém cuspindo no meio da calçada, no seu pé, no meio da multidão. Por favor e obrigada, são extremamente usados e pasmem…. para tudo tem fila! Até nos pontos de ônibus. Nada de tumultos, cotoveladas e gente esperta. Tudo igual para todos. É tão natural que as pessoas vão se colocando naturalmente. Nas escadarias do metro, quem não quer subir com as próprias pernas, se coloca à direita, deixando livre a esquerda para quem está com pressa (vamos combinar que nem no Brasil a gente vê toda essa civilidade em escadas rolantes). Quando abrem as portas do trem, ninguém entra até todos que precisam sair saiam.

A internet não é bloqueada e qualquer um pode estudar numa escola internacional. Então vemos os chineses indo para as mesmas escolas que os ocidentais e sem os lencinhos vermelhos pendurados no pescoço (depois falo sobre isso).

Olha, me encantei com essa Hong Kong real. De ver como a questão da educação de um povo faz toda a diferença, a civilidade, o convívio social. Só fui para a Ilha uma única vez para almoçar com uma amiga que conheci em Shanghai e hoje vive em HK. Mas foi muito rápido, almoçamos e já voltei. Andei muito de metro e trem. Confesso que o metro de Shanghai é mais bonito, mas é muito mais novo também. Havia combinado com mais duas amigas (uma da minha terra, Santos e a outra que ainda não conheço de fato, pois nos conhecemos por causa dos blogs de ambas), mas o tempo foi curto e realmente usei muito para andar pela cidade.

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Nessas andanças, me deparei com um outdoor que me fez parar e sentir saudades do Brasil, mesmo não gostando de cerveja! =]

Ah, claro… fui até a Universidade! Enorme, super equipada. O Nelson estará bem instalado. E eu… bem, eu poderei visitar HK mais vezes para matar a saudades!!!

 HK

Se quiserem ver os posts sobre minha primeira viagem a Hong Kong (super turista…), clique aqui.

Mas querem saber? Adorei voltar para ‘o paraíso’ como costumamos brincar aqui. Primeiro, porque hoje Shanghai é a minha casa, segundo porque foi essa China ‘de verdade’ que me instigou, me fez buscar respostas, se instalou na minha vida e foi a responsável por esse blog e outras coisinhas mais!

Agora, repito o que já escrevi centenas de vezes: HONG KONG não é China. Definitivamente.

Se alguém disser para você que conhece a China, que veio à Hong Kong e nada mais. Pode ter certeza: ele não sabe da missa a metade… ou melhor nem um décimo! =]

 Zài Jiàn!

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